sexta-feira, 10 de maio de 2013

Justiça absolve acusados pela morte de PC Farias e Suzana Marcolino
Jurados também avaliaram que namorada de empresário não se suicidou


Justiça absolve acusados pela morte de PC Farias e Suzana Marcolino
"Militares eram acusados de envolvimento na morte do empresário e de sua namorada"
Texto atualizado às 21h50
MACEIÓ - A Justiça absolveu nesta sexta-feira, 10, os quatro militares que foram acusados pela morte do empresário Paulo César Farias e de sua namorada Suzana Marcolino. Eles foram encontrados mortos a tiros em junho de 1996, em Guaxuma, no litoral norte de Alagoas, onde Farias tinha uma casa de praia. Os jurados rechaçaram a tese de suicídio de Suzana e concluíram que houve duplo homicídio no caso.
Os policiais militares Adeildo Costa dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva foram acusados pelo Ministério Público de envolvimento do crime e de omissão. Eles faziam a segurança do local onde o casal morreu.
Existiam duas teses na condução das investigações da morte de PC Farias e de sua namorada. Conforme a primeira, sustentada pela defesa e pela polícia alagoana, Suzana teria matado o empresário e depois cometido suicídio, por motivação passional. Pela segunda, defendida pelo Ministério Público, o casal teria sido vítima de duplo homicídio, com envolvimento dos quatro PMs arrolados como réus. Para a promotoria, a morte de PC Farias foi "queima de arquivo".
"Eles (os militares) tinham a missão de salvaguardar a integridade física do PC Farias e, se assim não o fizeram, ou é porque sabiam que o crime seria cometido e não se movimentaram para impedi-lo ou, talvez, tenham participação direta nas mortes", defendeu o promotor.
O empresário foi tesoureiro da campanha presidencial do hoje senador Fernando Collor (PTB-AL), era réu em processos por crimes financeiros e foi o centro das denúncias de corrupção que resultaram no impeachment do presidente, em 1992.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

PDT promove seminário em Palmeira dos Índios (AL)

No dia 02 do corrente Partido Democrático Trabalhista (PDT)  realizou em Palmeira dos Índios o Seminário Organização Partidária e o Papel dos Eleitos, que discutiu ampla e democraticamente desde o processo de criação de um partido político, sua importância como instrumento de implantação de políticas públicas eficientes, a conscientização política como relevante meio de transformação social e a responsabilidade e o fundamental papel dos eleitos na qualidade de vida da coletividade.

O presidente estadual do partido e ex-governador Ronaldo Lessa destacou, entre outros assuntos, o papel do PDT no desenvolvimento de Alagoas, como também os inúmeros projetos e obras realizados pelo partido em prol da população. "O PDT inovou, produziu e proporcionou eficientes políticas públicas em Alagoas, avançando o Estado em termos de qualidade de vida", ressaltou.

Já o  presidente do PDT em Palmeira dos Índios, empresário Eugênio Sampaio, que cedeu sua chácara para a realização do seminário, enfatizou o compromisso dos militantes na transformação de uma sociedade mais questionante e participativa na discussão e efetivação de políticas públicas. De acordo com o pedetista as transformações só acontecem se a sociedade participar ativamente da construção e implantação de todas as áreas do serviço público, educação, saúde, trabalho, moradia e segurança, entre outras. "Não adiante cruzar os braços, omitir-se ou fechar os olhos. As coisas só funcionam efetivamente se a população discutir, cobrar e participar da vida do município, do estado e do país", afirma Eugênio

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Júri ouve 1ª testemunha sobre morte de PC Farias
Julgamento dos quatro policiais suspeitos de envolvimento no crime, ocorrido há 17 anos, começou na tarde desta segunda-feira
Júri ouve 1ª testemunha sobre morte de PC Farias
"Testemunha presta depoimento durante julgamento"
MACEIÓ - Começou na tarde desta segunda-feira, 6, o julgamento dos quatro policiais militares acusados de envolvimento nas mortes de Paulo César Farias e de sua namorada, Suzana Marcolino, em junho de 1996. A primeira testemunha ouvida foi o jardineiro Leonino Tenório Carvalho, que trabalhava na casa onde as mortes ocorreram. O julgamento começou por volta das 15h, uma hora após o início previsto.
Cinco homens e duas mulheres foram sorteados para compor o corpo de jurados. O primeiro depoimento esperado era o da ex-mulher do jardineiro, Marize Vieira de Carvalho, que também trabalhava na casa, localizada na praia de Guaxuma, litoral norte da capital alagoana. Mas, segundo o advogado José Fragoso Cavalcante, responsável pela defesa dos acusados, Marize não participará do julgamento por estar hospitalizada.
Leonino Tenório Carvalho limpou o quarto onde ocorreram as mortes. O jardineiro também ateou fogo no colchão onde foram encontrados os corpos. "A ideia [de atear fogo no colchão] foi minha, porque pensei que não iria incomodar mais", alegou o jardineiro, diante dos jurados. "Todo bagulho que não tem mais utilidade a gente joga fora", explicou.
São réus do caso os policiais Adeildo Costa dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva, ambos acusados pelo Ministério Público do Estado (MPE) de participação nas mortes do casal e de omissão, já que trabalhavam como seguranças de PC Farias e não impediram os crimes.
O crime. O casal foi morto a tiros. Na ocasião, os primeiros exames periciais indicavam um crime passional. Suzana teria assassinado PC Farias por ciúmes e depois cometido suicídio. A tese é sustentada pela defesa dos policiais. Perícias realizadas depois, no entanto, confrontaram essa versão e a Promotoria investigou o caso como "queima de arquivo", em razão dos processos ligados ao empresário. O irmão de PC, o então deputado Augusto Farias, chegou a ser alvo de inquérito, apontado como mandante do crime, mas a investigação contra ele foi arquivada em 2002.
O promotor Marcos Louzinho disse estar preparado para desmontar a tese de que Suzana teria assassinado PC e, em seguida, se suicidado. "Esta promotoria criminal convocou cinco testemunhas e dois peritos. É a quantidade de pessoas suficientes para comprovar que não houve a prática de um assassinato e, depois, um suicídio", destaca Louzinho.
Paulo César Farias ficou conhecido como o tesoureiro de campanha do então candidato Fernando Collor à presidência da República. Em novembro de 1993, PC Farias - que teve a prisão preventiva decretada por crime de sonegação fiscal -, foi preso na Tailândia, para onde fugira, e transferido para o Brasil. Condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a sete anos de prisão, o empresário acabaria cumprindo parte da pena no quartel do Corpo de Bombeiros de Maceió, até ganhar a liberdade condicional. O duplo assassinato ocorreria seis meses após o empresário sair da prisão.
Com informações da Agência Brasil



sexta-feira, 3 de maio de 2013

Livro sobre Queremismo será lançado nesta terça (7/5) no Rio

O livro “O movimento queremista e a democratização de 1945”, da professora Michelle Reis de Macedo, da Universidade Federal de Alagoas, será lançado no Rio de Janeiro na próxima terça-feira, dia 7 de maio, às 18h30m, na Livraria Folha Seca – que fica na Rua do Ouvidor 37, Centro, no Rio de Janeiro.  O livro faz parte da coleção Brasil Republicano da Editora 7 Letras.

sábado, 27 de abril de 2013

Festival de bois movimenta a orla de Pajuçara

Yvette Moura/Secom


Festival de bois movimenta a orla de Pajuçara
O som dos tambores e a evolução dos bois invadiram a Praça Multieventos, na Pajuçara, na noite desta sexta-fera, 26, durante a abertura do 21º Festival de Bumba Meu Boi. O evento é promovido pela Prefeitura de Maceió, através da Fundação Municipal de Ação Cultural, e pela Liga dos Grupos Bumba Meu Boi de Maceió.
A abertura foi comandada pelo prefeito Rui Palmeira, que saudou o público e ressaltou a importância do evento. “Hoje aqui temos um grande exemplo de que as pessoas gostam do que é nosso. Nós temos a obrigação de apoiar a cultura de Maceió e a cultura de Alagoas”, ressaltou.
O Festival prossegue até este sábado (27) com o desfile dos bois do grupo especial. O evento atraiu cerca de sete mil pessoas que participam ativamente de cada apresentação.
A iniciativa da prefeitura foi reconhecida também pelo presidente da Liga dos Blocos, Fernando Antonio, que se mostrou feliz pela realização do evento. “Nosso prefeito fez todo o esforço para que acontecesse o festival. Sem a Prefeitura Municipal de Maceió não seria possível a realização do festival”, apontou.
Nesta sexta, se apresentaram oito bois do Grupo de Acesso. Neste sábado, outros oito bois do grupo especial se apresentarão, de onde sairá o campeão do festival. O resultado será divulgado na próxima semana. A edição deste ano tem como homenageado o Mestre Vevéu, patrimônio imaterial do Estado de Alagoas.
“Esse festival assegura a tradição. A arena está lotada de gente respondendo à tradição secular. O bumba meu boi tem alto poder associativo, envolve a comunidade nos ritmos, na elaboração do boi e do que vai ser apresentado. O nosso bumba meu boi tem a cara da gente”, disse o presidente da FMAC, Vinícius Palmeira.
Apresentações
Os 16 grupos de Bumba Meu Boi envolvidos no Festival se dividem nas modalidades Grupo A, o Grupo Especial, e Grupo B, o Grupo de Acesso. Sendo o primeiro dia dedicado ao desfile dos Bois do Grupo de Acesso e o segundo dia reservado a apresentação dos Bois do Grupo A.
Nesta sexta se apresentaram os bois Pura Raça, Guerreiro Alagoano, Axé, Imperador, Amizade, Águia de Ouro, Anaconda e Trovão. Destes, três serão premiados com troféus e a migração para o Grupo Especial. No sábado será a vez das exibições dos Bois Vingador, Dragão, Cão de Raça, Tigre, Bumbá Alagoano, Safari, Águia e Cobra Negra. Destes, dois deixarão o Grupo A e passarão a integrar o Grupo de Acesso no próximo ano.
A classificação dos Grupos será definida a partir da avaliação das apresentações por uma comissão julgadora instituída pela própria Liga dos Grupos de Bumba Meu Boi. Os membros dessa comissão avaliarão os quesitos: Evolução do Vaqueiro, Evolução do Boi, Bateria, Conjunto, Beleza do Boi, Fantasia e Entoada. Cada item julgado poderá receber nota entre 8 e 10 pontos.
Fonte: Secom Maceió

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quinta-feira, 18 de abril de 2013

CONCENTRAÇÃO. Protestos são realizados em Atalaia e em Maceió
Sem-terra cobram elucidação de crimes

Trabalhadores realizaram vigília, ontem, na porta do Tribunal de Justiça de Alagoas
Foto: RICARDO LÊDO
Por: LELO MACENA - REPÓRTER
Mais de mil trabalhadores rurais ligados aos quatro movimentos que lutam pela reforma agrária tiveram um dia de protestos, ontem, em Alagoas. Eles bloquearam rodovias, fizeram marcha e protestaram em frente ao Fórum de Atalaia e na porta do Tribunal de Justiça de Alagoas, na Praça Deodoro, no centro de Maceió.

Os protestos fazem parte da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária, também conhecida como Abril Vermelho, e se estenderam por todo o país no dia de ontem,

As manifestações ocorrem também para lembrar o massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, ocorrido há 17 anos, quando 19 trabalhadores rurais foram assassinados durante confronto com a polícia.

Além desse episódio, os movimentos que lutam pela reforma agrária também cobram investigação e punição para outros assassinatos ocorridos no campo.

Em Alagoas, cerca de mil trabalhadores ligados ao Movimento Sem Terra (MST), Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL), Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) e Comissão Pastoral da Terra (CPT), de assentamentos e acampamentos de todas as regiões do Estado protestaram e pediram o fim das ações de despejo contra movimentos do campo.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Alagoas é o estado com maior registro de mortes por arma de fogo


Mapa da Violência 2013 volta a colocar Alagoas e Maceió no ranking de estado e capital mais violentos do Brasil

O Globo



O Mapa da Violência 2013 volta colocar Alagoas no topo do ranking dos estados mais violentos do país. Desta vez, o estado aparece com a maior taxa de homicídios por arma de fogo do Brasil, onde são registradas 55,3 mortes por 100 mil habitantes. A pesquisa, divulgada nesta quarta-feira (6), traz dados referentes ao período entre 2000 e 2010 e aponta que o número de vítimas por esta modalidade de crime em Maceió é quase dez vezes maior do que o considerado ‘tolerável’ pelas Organizações das Nações Unidas (ONU).



Maceió está na terceira posição entre as capitais mais violentas, onde são registrados 94,5 homicídios por arma de fogo por 100 mil habitantes. Se comparada com as cidades com mais de 20 mil habitantes no país, a capital alagoana ocupa a quinta posição entre as mais violentas, com o índice igual a 91,6, perdendo apenas para Simões Filho, na Bahia, com taxa de 141,5 homicídios por 100 mil habitantes, Campina Grande do Sul, no Paraná, onde são mortos 107,0 por 100 mil habitantes, Lauro Freitas, na Bahia, com 106,6 e Guairá, em São Paulo, com 103,9. Os registros ultrapassam os índices de violência nas cidades de Medellín e Bogotá, na Colômbia, no auge do poder do narcotráfico de Pablo Escobar.



Com relação ao segundo colocado, Alagoas está com o índice bem mais elevado. O Espírito Santo registrou 39,4 assassinatos por arma de fogo por 100 mil habitantes. E, se comparada à média nordestina, a situação é ainda mais grave: são 28 mortes para cada 100 mil habitantes. A metade do índice alagoano. E quanto a Maceió a situação não é diferente: a média regional das capitais é de 50,1.



Outro índice preocupante apontado pela pesquisa é o número de negros mortos violentamente no estado. De acordo com a publicação, para cada branco morto por arma de fogo, são assassinados 18 negros em Alagoas, que se destaca ainda pelo alto índice de homens mortos. São 108,5 para cada 100 mil habitantes.



No país

De acordo com o mapa, 36.792 pessoas foram mortas a tiros em 2010, número superior aos 36.624 registrados em 2009, mantendo o país com uma taxa de 20,4 homicídios por 100 mil habitantes, a oitava pior marca entre as 100 nações com estatísticas consideradas relativamente confiáveis sobre o assunto.



Roraima é a capital onde menos são registradas mortes por arma de fogo, tendo o índice de 7,1 por 100 mil habitantes. Ainda segundo o mapa, as capitais que combateram o crime com maior eficácia nesta última década foram São Paulo, com a redução de 67,5% dos registros, Roraima, com 55,7% e Rio de Janeiro com 43,8%.



Porém, os números de assassinatos por arma de fogo podem ser maiores do que os divulgados na pesquisa, já que tratam-se do sub-registro das mortes. É que a pesquisa se baseia em dados repassados pelo Subsistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde e, se levado em consideração os inúmeros sepultamentos ocorridos sem registros, os números podem ser ainda mais alarmantes.



*Com O Globo